Repique nasceu de uma pergunta sobre o lado do ouvinte
Desenvolvemos recursos educacionais para quem precisa lidar com divergências no trabalho — não como técnica, mas como prática cotidiana.
Como a Repique surgiu
A Repique foi criada em Belém por pessoas que trabalhavam com formação profissional e perceberam, ao longo do tempo, uma lacuna específica: a maioria dos cursos de comunicação ensinava como falar melhor, mas poucos tratavam de como escutar de forma mais útil durante uma troca difícil.
O problema não era de vocabulário nem de postura. Era de atenção seletiva — a tendência de, enquanto o outro fala, já estar preparando a resposta. Esse mecanismo é comum, quase automático, e raramente nomeado como o obstáculo real em uma conversa que trava.
O nome Repique vem do termo usado em toques de sino e percussão para descrever a repetição que prolonga o som depois do golpe inicial — a reverberação que permanece. A escolha reflete o que buscamos nos programas: que o efeito de uma boa escuta continue presente mesmo depois que a conversa termina.
Desde o início, decidimos trabalhar com grupos pequenos e formatos presenciais. Acreditamos que a prática de escuta precisa de um ambiente real — com pessoas reais — para se desenvolver. Simulações em texto ou vídeo não replicam o que acontece quando há outra pessoa na sala.
Missão
Oferecer recursos educacionais práticos que ampliem a capacidade de pessoas e equipes de lidar com divergências sem perder o fio da conversa.
Visão
Ser referência em Belém e no Norte do Brasil em formação para gestão de conflitos no ambiente de trabalho, com foco em prática acumulada e contexto local.
Valores
Clareza sobre o que ensinamos e o que não ensinamos. Respeito pelo ritmo de cada grupo. Transparência nos processos e nos materiais entregues.
Quem faz a Repique
Formada em psicologia organizacional, atua há mais de dez anos com desenvolvimento de equipes no setor público e em organizações de saúde no Pará.
Especializado em mediação de conflitos, trabalhou por oito anos com equipes de atendimento ao público em órgãos municipais de Belém antes de se dedicar à formação.
Linguista com passagem por projetos de letramento organizacional, responsável pelos cadernos de trabalho e pela biblioteca de frases dos programas.
Como conduzimos nossos programas
Avaliação prévia
Antes de iniciar qualquer programa, conversamos com o responsável pelo grupo para entender o contexto de trabalho e o tipo de situação mais frequente.
Progressão por camadas
Cada encontro retoma e amplia o anterior. Não trabalhamos com módulos independentes que possam ser pulados ou reordenados.
Documentação de progresso
Os participantes recebem folhas de observação ao longo do curso e o grupo acumula um registro escrito de cada rodada de prática.
Privacidade dos participantes
O que é compartilhado nas sessões permanece no grupo. Não divulgamos conteúdo de práticas nem identificamos participantes externamente.
Materiais em português
Todos os cadernos, exercícios e referências são produzidos em português brasileiro, com exemplos adequados ao contexto das organizações participantes.
Revisão pós-entrega
No Programa Institucional, mantemos revisões trimestrais por um ano após a entrega para acompanhar a aplicação interna do que foi desenvolvido.
O que entendemos por gestão de conflitos
Gestão de conflitos, no contexto em que atuamos, não se refere a técnicas de negociação nem a processos formais de mediação. Refere-se à capacidade cotidiana de sustentar uma conversa difícil sem que ela piore desnecessariamente.
Equipes de atendimento ao público enfrentam com regularidade situações em que a pessoa do outro lado está insatisfeita, repetindo a mesma reclamação ou fazendo pedidos fora do escopo do serviço. Nesses momentos, o principal recurso é a capacidade de ouvir de forma neutra — sem acumular tensão nem transferir frustração.
Esse tipo de escuta não é passivo. Envolve perguntas bem colocadas, resumos precisos e saber o momento certo de encaminhar o assunto para outra pessoa ou instância. São habilidades que podem ser desenvolvidas com prática estruturada, e é isso que os programas da Repique oferecem.
Trabalhamos em Belém porque conhecemos o contexto local — os setores de serviço, o ritmo de trabalho e os tipos de conflito mais frequentes nas organizações da região Norte. Isso nos permite desenvolver materiais e exemplos que fazem sentido para quem participa dos nossos programas.
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Entre em contato pelo formulário ou telefone. Conversamos sem pressa sobre o que você precisa e sobre o que podemos oferecer.